Poliautoria é (mesmo) o futuro

2009 Outubro 26
por Charô

Repassando a quem interessar possa!

Procura-se bloggers para relações sérias

Tenho menos de quatro meses, sou um blog descontraído e open minded, gosto de me divertir mas também de conversas sérias e estou aberto a novas experiências. Tenho muito para dar mas também quero receber.Aos Sábados este espaço está aberto a contribuições não só dos nossos convidados mas também de quem quiser escrever.
Envie o seu texto (entre 50 e 500 palavras) sobre poliamor para polyportugal@gmail.com.
Aceita-se propostas de bloggers com ou sem experiência poliamorosa.

Aqui, quer dizer… Acolá!

2009 Outubro 20
por Charô

Opa, essa semana estou no A Vida secreta. O tema é o câncer de mama e o sexo. Beijometuita.

Dois

2009 Outubro 19
por paloma

Querida Charô,

foi muito bom encontrar você aquele dia na casa da tia Lu. Pena que com a algazarra das meninas não pudemos conversar melhor.

Achei simpático e engraçado você me abraçar apertado e logo perguntar “meu número” – de namorados, claro: “dois”. Trocamos aquelas palavras rápidas e mais nada. Depois você me convidou para participar do documentário do Agripino e eu não quis. Seria exposição demais.

Vivo nessa corda bamba entre o ativismo e a auto-preservação. Leio muito (sobre poliamor e outras coisas), penso bastante, converso com os mais próximos e vivo de um jeito que, na minha opinião, já é um testemunho de que há formas saudáveis e possíveis de não-monogamia responsável.

Por outro lado, isto é uma questão tão íntima que me sentiria péssima quando os argumentos começassem a esbarrar no lado pessoal. Você já deve ter passado por algo assim, não? Quando está tudo bem são todos “bom pra você”, “como vocês conseguem?” e “bem que eu queria”. Quando as coisas não estão tão bem e justamente você precisa de mais apoio, vêm os “ah, mas isso não podia dar certo mesmo” e “você já devia saber quando se meteu nessa”…

Agora me deu vontade de te escrever cartas. Para equilibrar minha privacidade e essa vontade louca de conversar com você. Espero que esta seja a primeira de várias.

Depois conto dos dois namorados…

Beijo,

Paloma

Habemus Paloma

2009 Outubro 19
por Charô

Um blogue sobre poliamor pode ser tudo, menos fruto de só um autor. Por isso, anuncio orgulhosamente que esse blogue apostará suas fichas na poliautoria. Agora esse blogue tem musa: habemus Paloma.

Falo de musa, não somente por que tive a sorte de conhecê-la pessoalmente, mas também pela enorme simpatia que senti pela moça desde que a conheci. Também por acreditar que nossas afinidades vão além de sermos poliamorosas. Temos a mesma idade e, até onde sei, compartilhamos incertezas, alegrias e conquistas muito semelhantes.

Simplesmente adorei conhecê-la e saber que, a partir de agora, partilhamos o mesmo blogue. Sua colaboração será por meio de cartas, um formato bem interessante. O que será que ela nos reserva?

 

 

Nenhuma relação está posta em causa

2009 Outubro 15
por Charô

O Poliamor aceita como facto evidente que todas as pessoas têm sentimentos em relação a outras que as rodeiam. E que isto não põe necessariamente em causa sentimentos ou relações anteriores. Aliás, o ciúme não tem lugar neste tipo de relação. Primeiro porque nenhuma relação está posta em causa pela mera existência de outra, mas sim pela sua própria capacidade de se manter ou não.

Poliamor

Bem colocado. Clap.

Como lidar com o ciúme?

2009 Outubro 14
por Charô

Ruiva

Se você combater sentimentos e pensamentos irracionais, provavelmente controlará o ciúme. Fazer piada também ajuda e muito. A namoradas imaginárias de meu marido, por exemplo, são uma ruiva natural, uma negra e uma japonesa. Lindas, carinhosas e inteligentes. Ele as presenteia com matinês nos melhores motéis, dá diamantes. Enquanto fantasio, ele está no trabalho labutando com chefe no cangote, equilibrando-se entre os prazos. A gente ri.

Foi a maneira que encontramos para lidar com o que de pior pode haver em uma relação, o ciúme. E tanto faz se estamos falando de relações mono ou poli, o ciúme costuma ser fonte de querela, briga. Ainda assim, até mesmo polipessoas podem sentir, vez ou outra, ciúme. Como a gente lida com nossos sentimentos é que costuma ser o segredo do negócio. Não digo que é impossível romper com o ciúme. Na realidade, pode ser até fácil.  Inclusive, há relacionamentos em que a ausência de ciúmes é a condição primeira para que haja um encontro entre as partes.

Mas na prática a teoria é outra. Em alguns relacionamentos o ciúme é vencido, em outros… Um esforço maior é necessário. Há casos em que ele nunca é superado completamente. Na real, até mesmo poliamoristas adultos e vacinados sentem ciúme. Daí a necessidade de exercitar técnicas para segurar a onda. Com o tempo, uma postura mais relaxada poderá ser assumida sem esforço. Pode até acontecer de você deixar o ciúme totalmente de lado. Só requer paciência e treino. Mas deixemos de blá, blá, blá. Eis alguns conselhos básicos para lidar com o ciúme.

CIÚME SEMPRE É DEMAIS

O primeiro passo é nunca achar que o ciúme é questão de dosagem. O ciúme é um bichinho que rói, rói, rói. E quando a gente vê, o teto desaba. Num primeiro momento, até pode parece inofensivo mas… Se você pensar o que realmente está jogo, nesse caso a confiança entre os parceiros, perceberá que é melhor não vacilar. Num dia, você vigia a conta de orkut do parceiro e termina deus sabe como. Então bata o pé, ciúme sempre é demais.

NÃO CONFUNDA CIÚME COM CUIDADO ou MEDO

Alguns encaram o ciúme como é questão de cuidado. Bem, é mais uma questão de desconfiança e de insegurança mesmo. Se você sentir que algo ou alguém é fator de instabilidade em seu relacionamento, tente conversar, entender qual é a fonte da instabilidade. De qualquer forma, nunca perca de vista que as pessoas preferem ser tratadas de forma cortês e que perder horas falando de terceiros não resolverá os problemas de seu relacionamento.

NÃO TENTE CONTROLAR O UNIVERSO

Tenha em mente que você não pode impedir que outros se interessem por seu parceiro ou que ele se interesse por outrem. Tente exercer a confiança no parceiro e respire fundo. Quanto mais cedo você perceber que o universo não orbita em torno de suas vontades, mais rapidamente você relaxará. E o tempo que você perdia dando murro em ponta de faca pode ser utilizado para coisas bem mais úteis como… Realmente nutrir um bom relacionamento!

DIRECIONE SUA CRIATIVIDADE

Você já reparou que muitas fantasias em relação ao ciúme são apenas… Fantasias? Que seu parceiro provavelmente teria muita dificuldade em ter outras pessoas em sua vida? E que se ele realmente quisesse te “trair” não deixaria as “pistas” dando sopa por aí? Que ele ou ela não precisaria de desculpas mirabolantes para transar com alguém do trabalho? Ou seja, não crie roteiros mirabolantes. Pergunte diretamente se tiver alguma dúvida e direcione sua criatividade para coisas mais úteis.

NÃO CEDER É MUITO IMPORTANTE

E se você sofre com o ciúme que seu parceiro sente, assuma uma postura firme. Não abra mão de nenhum centímetro de sua liberdade. Hoje, você dá a senha de seu email por exemplo. Amanhã, seu parceiro vai achar que é normal ter todas as suas senhas. E isso provavelmente não acabará com o ciúme. Muito pelo contrário. Só vai piorar as coisas e destruir qualquer base para diálogo no futuro.

E SE NADA DER CERTO?

Vá num terreiro, num padre, numa benzedeira ou tente fazer piada da coisa toda. Se não der certo, pense que não há muito mais a ser feito. Melhor separar de vez. Pronto falei.

O desejo de posse é natural?

2009 Outubro 14
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por Charô

O desejo de posse quando nos envolvemos emocionalmente com alguém é natural, e talvez por isso as pessoas que mantêm uma relação aberta em sua maioria não estão apaixonadas. É muito mais fácil aceitar que seu parceiro não seja só seu quando o coração não está derretido por ele. Mesmo assim, há quem seja apaixonado e consiga separar as coisas a ponto de conseguir aceitar essa liberdade toda. Mas tem que ter sangue frio!

Rose Carreiro

Não creio que o sentimento de posse seja natural. Como disse essa semana para o @agripino, vejo o ciúme como uma construção cultural. Portanto, a gente aprende e desaprende. Facinho. Ou seja, discordo mas gostei da escrita dela.

Crises conjugais a um clique do computador

2009 Outubro 14
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por Charô

A advogada Daniela Menezes (…) costuma fiscalizar a página do companheiro toda vez que a acessa, com o conhecimento dele. Em uma dessas vezes, viu a mensagem de uma menina mandando "beijos com sabor de brigadeiro". O sinal de alerta acendeu. Alguns dias depois, percebeu que o celular de João tocava e foi verificar: era uma mensagem da garota dizendo que havia passado pelo Rio, onde o casal mora, e que estava chateada por não ter encontrado com ele. No dia seguinte, Daniela foi direto ao Orkut e ao assunto. "Mandei uma mensagem de volta para ela dizendo que era realmente uma pena não ter podido encontrá-la, mas que da próxima vez os dois teriam o maior prazer em recepcioná-la". Na era virtual, as crises conjugais estão a um clique do computador.

Fonte: Ciúme, mas na dose certa

Quando o poliamor não é poliamor

2009 Setembro 30
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por Charô

The Peace and Liberty statue

Há meses tenho me preocupado em entender poliamor como discurso ideológico de alcance limitado para apreender e significar a realidade. Falando assim, até parece complicado. Mas calma, estou me referindo às coisas simples, quando o poliamor não exerce seu papel libertário e se torna… Disfarce. Por que tudo nessa vida, pode ser uma faca de dois legumes, como dizia…

Bem deixa para lá. Ao post.

O POLIAMOR COMO PERMISSÃO

Pensemos na idéia de que a mulher (ou homem, vá!) vive, ou não, o poliamor por que o parceiro(a) “permite”, quando a liberdade é literalmente colocada na mão do outro. Infelizmente, tal arranjo é mais freqüente do que gostaríamos de admitir. Resultado? O poliamor passa a ser fruto da frouxidão do controle emocional e sexual e não do reconhecimento de que controlar os sentimentos do parceiro é impossível, etc. Simplesmente, todo alcance libertário do poliamor é esfacelado.

Porém, nada é tão ruim que não possa piorar.

O POLIAMOR COMO POLIRELACIONAMENTOS

Outra questão que me aflige é a idéia de que fomos “programados” para o comportamento poli, sem nenhuma citação ao fato de que o poliamor, assim como a monogamia, nada mais é que um comportamento culturalmente aprendido. Esse ponto de vista geralmente é adotado para justificar a “necessidade” de se “relacionar” com um número exagerado de parceiros. Ao invés de se assumir “galinha”, diz-se que se trata de “poliamor”.

O poli-amor é o sentimento máximo masculino dividido entre algumas mulheres. Homens assim são chamados de ‘galinhas’, ‘cafajestes’ e outros elogios desse tipo. Mas não é nossa culpa. Fomos criados desde a pré-história para viver o poli-amor, mas em algum trecho do caminho a sociedade ocidental nos proibiu.

Felipe Machado, no Palavra de Homem

Mas não se enganem. E o aviso é voltado sobretudo para as mulheres. Muitos homens, confundindo paixão com amor, defenderão a necessidade de estar com várias parceiras (ou parceiros, vá!). O que não é necessariamente ruim. Fomos programados para nos apaixonar e reproduzir. A crítica recai sobre aqueles que querem se polirelacionar e dizem que isso é poliamor.

O POLIAMOR COMO ROTA DE FUGA

Essa situação é derivada da idéia de que poliamor é determinismo. A pessoa acredita que precisa se relacionar com inúmeros parceiros. Porém, nesse caso, o demasiado número de parceiros impede que haja relacionamentos aprofundados. A pessoa fica apenas na superfície de cada relação para, de forma inconsciente, não se relacionar de fato. Acontece e muito. Efeitos colaterais? O poder de se conhecer (e se libertar) é diminuído e não cultivado.

OU SEJA…

Poliamor requer cautela. Cuidado. Conhecimento. Coragem. Afinal, tá facinho de cair em quaisquer dessas esparrelas. E daí, o poliamor não é poliamor. Falo por experiência própria.

A eleita dos seus dias

2009 Setembro 30
por Charô

Você não sabe, Menino, mas eu machuco as pessoas. Eu faço com que elas se apaixonem por mim como um desafio, como uma criança testando seus limites. Então enjôo do meu jogo e não dou explicações. Destruo corações que se abrem pra mim com tanto esforço, na esperança de terem encontrado alguém legal. Ainda dá pra você fingir que não me viu. (…) Não se aproxime, não se apaixone. Não me escolha como a eleita dos seus dias.

http://realizeeee.blogspot.com/

Ui!

Fácil

2009 Setembro 28
por Charô

Eu não sou hetero, não sou gay, não sou lésbica, não sou Bi, não sou Trans – EU SOU FÁCIL!
Srta Bisnuh

Alan Turing (1912-1954), uma vitória

2009 Setembro 10
por Charô

Turing

Egresso de uma família sem tradição científica, o rapazote sim-ples-men-te é o pai da ciência da computação (criou um computador abstrato capaz de computar tudo o que é computável), desenvolveu testes para aferir a inteligência de máquinas e teve participação decisiva na compreensão do código que os alemães usaram na Segunda Grande Guerra. Mais do que suficiente para colocá-lo na lista do homens mais influentes de todos os tempos.

Porém, e sempre há um porém, em 1952 sua vida sofre uma reviravolta em função de uma condenação por indecência. Nosso herói foi acusado de ser… Homossexual. Ao invés de ser preso, concorda em ser submetido à castração química. Além disso, também foi proibido de trabalhar no programas estatais dedicados à matemática. Turing havia vivido sua homossexualidade de forma tranquila até então. Mas, no pós-guerra, temia-se que se fosse chantageado e assim, entregasse facilmente segredos de guerra.

Em dois anos, Turing cometeria suicídio sem admitir que sua conduta era inapropriada. Comeu metade de uma maça envenenada. O veredito? Suicídio provocado por instabilidade emocional. Nada mais foi mencionado. Apenas em 1967 a homossexualidade deixou de ser crime na Inglaterra. No Brasil, surpreendentemente, a homossexualidade deixou de ser crime em 1821. Ainda assim, no ano passado foram registrados cerca de 190 homossexuais foram assassinados no país. A cifra que equivale a um assassinato a cada dois dias, teria crescido 55%  a mais do que no ano de 2007.

Seu caso, ao meu ver, é tão revoltante quanto o de Galileu. O italiano foi sentenciado pela Inquisição (atual Congregação para a Doutrina da Fé) à prisão domiciliar e humilhação em praça pública por defender que a Terra não era… O centro do Universo. Séculos mais tarde, tais injustiças foram parcialmente reconhecidas e o Vaticano teve de ceder à teoria heliocêntrica. Até Lennon já foi perdoado por suas heresias. Seguindo essa tendência, o caso Turing também ganha uma revisão. Finalmente. Graças a uma petição online, o Governo Inglês teve de 

apologize to Alan Turing for his treatment and recognize that his work created much of the world we live in and saved us from Nazi Germany. And an apology would recognize the tragic consequences of prejudice that ended this man’s life and career.

Por extensão, a decisão abarca todos aqueles que foram injustiçados por sua sexualidade. Sobretudo aqueles que foram submetidos à castração química. Como a lei inglesa vai encarar essa vitória? Realmente não sei. Mas agora o angu de caroço está colocado bem no centro da mesa. O que merece uma baita comemoração em todo mundo. Adorei.

Poliandria versus Poligamia

2009 Setembro 5
por Charô

Zo'é

Poliandria é uma forma de poligamia em que uma mulher tem vários maridos. Na cultura Nyinbian, quando uma mulher se casa com um homem, ela também se casa com todos os seus irmãos. Todos os irmãos têm igual acesso sexual à esposa e toda a família cuida das crianças, embora reconheçam cada irmão como pai de uma determinada criança.

Este tipo de estrutura matrimonial concentra a riqueza e recursos de todos os irmãos dentro da família e também as terras e riquezas de seus pais. A poliandria é rara, mas sociedades que aceitam tanto múltiplos maridos quanto múltiplas esposas são ainda mais raras. A tribo Zo’é, da Amazônia, é um exemplo desta prática.

Por outro lado, a poligamia contempla homens que têm acesso a mais dinheiro e recursos do que outros. É preciso muito trabalho e dinheiro para sustentar várias esposas e filhos. Em termos biológicos, este homem é uma ótima opção para reprodução e transmissão de genes para a próxima geração, que, provavelmente, também seria bem-sucedida.

Lilaliss em Como funciona a poligamia

Sim, nós sentimos ciúmes!

2009 Setembro 2
por Charô

Imagem por Rev Guzman

Já é difícil encontrar uma pessoa para amar, como encontrar duas ou mais? E mais: como ter um relacionamento profundo com várias pessoas ao mesmo tempo? Não é muita confusão para a cabeça? Como dar atenção para todo mundo? E o ciúme?

Wes

Wes, vamos por partes.

Amar mais que uma pessoa é mais comum do que se imagina. Exemplo disso são os amigos. Muitos de nós tem a sorte de cultivar mais que uma amizade sem “confusão para a cabeça”, mesmo que algumas vezes aconteça o ciúme. De maneira análoga, a gente pode extrapolar o mesmo raciocínio para nossos pais, primos. Seria absurdo acreditar que amar o pai significa abrir mão do amor materno, por exemplo. Na verdade, muitos de nós não conseguiriam escolher entre pai ou mãe, entre amigos.

E como dar atenção para todo mundo? Tecendo acordos, conversando. É o que se faz normalmente, partindo do pressuposto que todos rejeitam demonstrações de ciúme infantilizadas por exemplo. Nem todo mundo precisará, nem quererá, estar com você todo o tempo. E você não estará disponível para todos da mesma maneira, não vai querer estar com todos os parceiros a todo momento. No entanto, preciso te dizer que tentar dar o mesmo nível de atenção para todo mundo é uma armadilha, simplesmente por que atenção/amor/afetividade não podem ser mesuradas.

E se a gente sente ciúmes? Claro que sim. Mesmo que já sejamos bem crescidinhos. Isso por que, muitas vezes, é fácil entender racionalmente a urgência de uma atitude poli, a necessidade de não aprisionar o parceiro mas… Praticar o poliamor pode resvalar em anos de hábitos, valores e cultura monogâmica. Fomos educados assim, enfim. Bem, é o que acontece comigo que vivo uma relação monopoliamorosa, termo que se aplica aos relacionamentos em que apenas um dos parceiros é poli.

Yes, jealousy occurs in poly relationships. We’re no more excluded from it than a monogamous couple. The form it takes depends on the situation and people involved.

Via: Polyamory in the news

Ou seja, não se preocupe tanto em se encaixar num rótulo preconcebido de poliamor. Mais proveitoso seria se relacionar com as pessoas sem encanar muito e assim encontrar o próprio significado para poliamar. O ser humano é múltiplo e as maneiras de poliamar também. E alguns de nós sentem ciúmes. Outros não. Simples. A boa notícia é que os sentimentos ambíguos que envolvem o ciúme podem ser negociados.

Do amor vadio

2009 Setembro 2
por Charô

Não acredito em amor singular, amor exclusivo, amor excludente. O meu amor é geral, genérico, abrangente. É popular, democrático, de pele de gente. Não acredito em amores finitos, amores limitantes, amores vertentes, verticais, vetoriais. O meu amor é um conjunto infinito de possibilidades, é a possibilidade.

Zander Catta Preta

Você viveria o Poliamor?

2009 Setembro 1
por Charô

Há, morro de rir (desculpe, não pude evitar). A pergunta acima foi feita no Yahoo respostas, eis um dos comentários.

A cada hora se inventa uma nova moda, uma nova filosofia de comportamento pra justificar a put.*a.r.ia que fizeram com o sexo…

Perpetuação da espécie virou pecado original… Valores de família, dignidade, respeito, amor, sexo, prazer, felicidade de ser pai, emoção de ser mãe, a alegria do poder “conceber”, a explosão da criação no universo, nas águas dos lagos, riachos, rios e mares, na terra, no ar, na natureza se perdem como fumaça no oceano da depravação, pornografia, liberou-geral, auto-respeito…

E por ai afora, criando novos (des)valores de comportamento sexual formatando uma pseudo novasociedade que as crianças que estão sendo geradas não saberão mais o que é politicamente correto e o significado profundo do que é saber-se realmente o que é “pertencer a uma família construida com amor” e o significado, mais que profundo, da palavra “família, amor e sexo”.

Se ela soubesse como polipessoas podem ser conservadores em relação ao sexo…

Se Nada Der Certo (2008)

2009 Setembro 1
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por Charô

A vida de um ser humano com outro é impossível. O que estamos vendo é um milagre.

Marcin é abraçada por Miguel e Leonardo

Depois ter sofrido com Almoço em Agosto e Aquele Mês de Agosto, já estava descrente. Mas tudo deu certo e assisti a Se nada der certo, de José Eduardo Belmonte. Finalmente um bom filme nacional da nova safra que, entre outras coisas, também fala de poliamor.

A personagem principal é o relacionamento de um jornalista desempregado (Leonardo / Cauã Reymond), uma traficante lésbica (Marcin / Caroline Abras), um taxista deprimido (Wilson / João Miguel) e uma prostituta bulímica e ausente, com severos problemas psiquiátricos (Angelina / Luíza Mariani).

Coloquei o filme na agenda por causa do relacionamento entre as personagens que, sem perspectivas, agarram-se a quem está ali, disponível. E isso, garanto, não é compromete a grandeza e a profundidade da entrega. Não estou dizendo que isso é poliamor mas sim que, vivendo à margem, muitas vezes é preciso vivenciar a afetividade de maneira igualmente marginal.

É como diz Leonardo, quando Marcin pergunta se ele confia nela: não, mas eu preciso. Quase consigo ouvir um “não te amo, mas eu preciso”. Mas é um poliamor diferente, marginal. As personagens não ambicionam formar laços que podemos rotular como casamento, namoro. Entende quem tem um amigo que é mais que amigo, é de fato família, sem o qual a realidade se torna insuportável. Amigo com quem se pode fazer sexo ou não, a questão não é essa.

O foco é a formação de uma espécie de família expandida, uma rede de apoio mútuo cujo objetivo é a sobrevivência. Todo elenco vive seu quinhão de solidão mas é Marcin (que não é Marcinha e nem Marcinho), a traficante lésbica, quem promove encontros. Extremamente afetuosa, durante todo o filme Marcin busca um abraço, um carinho. Seu olhar é comovente, quase uma súplica. E, apesar de não ser a musa evidente, rouba a cena de Angelina, a prostituta bulímica.

Wilson, Marcin e Leonardo

Um filme otimista?

O filme me lembrou um título filmado 40 anos. Belmonte, assim como Sgarzela, também aborda a justiça social por meio de seu protagonista, o jornalista desempregado que não é, mas está tão fudido quanto Jorge, o bandido da luz vermelha. Vidas ladeira abaixo, personagens que à suma maneira procuram entender o motivo de estarem ali e por isso, filosofam sobre o que a gente faz quando nada der certo?

A diferença é que Jorge já está morto no começo do filme e Leonardo, ainda acredita que pode dar certo. Faz do inferno seu ponto de partida para algum lugar. Na boa, mesmo pessimista convicta, admirei. Acreditar quando se mora no Panamby (bairro abastado de São Paulo) é fácil. Quero ver é lamber o chão do inferno e voltar para contar a estória. Impressionante.

Resumo da ópera?

Nota? Se você tomar como referência o Bandido da Luz vermelha, o filme vale 8 bifinhos. Mas desconfio que se tomarmos Tempos de paz como ponto de partida, Se nada der certo sai bem na frente.

Na real

Esse post é dedicado ao Jonatas e ao Ed Cohen, que são assim, um caso de amor na minha vida. Beijos.

Procura-se!

2009 Agosto 31
por Charô

Repasso o texto do Zé (@agripino) que procura poliamoristas sanguibão para retratar em seu documentário sobre o tema.

Pretendemos fazer um documentário que fale de Poliamor de um jeito poético e subjetivo. A idéia principal é que possamos acompanhar a rotina de alguns  Poliamoristas que vivam juntos ou em algum momento que estejam juntos. No momento em que estivermos acompanhando a rotina, faremos entrevistas sobre a vivência do Poliamor com a intenção de que falem de aspectos importantes dessa escolha de relacionamento.

Queremos construir um documentário que seja dedicado ao amor, que possa mostrar toda a delicadeza e nuance que pode existir dentro de uma realização poliamorista.

Desejamos que esse documentário faça com que as pessoas que não são poliamoristas possam conhecer o que  é o poliamor e que possam criar simpatia pelos poliamoristas que aparecerão no documentário e que através dessa simpatia possam deixar algum possível preconceito contra o Poliamor e os Poliamoristas.

Por isso procuramos Poliamoristas que tenham interesse de falar sobre O Poliamor e que possam nos ajudar a construir esse documentário.

@agripino

Tou dentro!

2º LuluzinhaCamp Nacional

2009 Agosto 27
por Charô

Encontro vai reunir blogueiras de todo o Brasil para discutir a liberdade na internet !!!

Quem acha que os relacionamentos virtuais são superficiais e dificilmente vão para a vida real precisa rever os seus conceitos. Dia 30 de agosto de 2009 acontece o 2º LuluzinhaCamp nacional, em que são esperadas cerca de 100 blogueiras de várias partes do Brasil, repetindo o sucesso dos encontros simultâneos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. Os encontros, vale lembrar, são exclusivos para mulheres.

O 2º Encontro Nacional vai acontecer das 11h às 18h, na Oca Tupiniquim, em São Paulo. Seu tema: liberdade na internet (veja mais sobre isso no blog).

A programação inclui desconferências (debates abertos, descentralizados e colaborativos) sobre um tema de interesse comum e oficinas (tira-dúvidas sobre blogs para blogueiras iniciantes, intermediárias e avançadas; montagem de computadores; fotografia e stopmotion; artesanato e reciclagem).

Para completar, o evento fará uma campanha de arrecadação de roupas para doação a ONGs. Será doada uma máquina de lavar e quatro vezes mais roupas do que as Luluzinhas conseguirem -, continuará após o encontro, quando o público poderá votar em sua ONG preferida, no site das Luluzinhas.

História

O encontro é organizado pela Conectiva, por meio das mãos de Lucia Freitas, autora do blog Ladybug Brasil. Lucia inventou o evento com as amigas interneteiras Lu Monte, do Dia de Folga; Nospheratt, do Deusario; Zel, do Zel, versão 3.4; Denize Barros, do LaReinaMadre e Juliana Garcia Sales, do Garcia Sales.

Na organização do primeiro encontro, em agosto de 2008, surgiu a idéia de mini-LuluzinhaCamps pelo Brasil afora e foi criada a lista de discussão, para que todas se organizassem sobre as comidas, bebidas e temas.

“Criei o LuluzinhaCamp – que foi batizado por um homem, diga-se – porque sabia que a internet é feminina e que havia muitas blogueiras na rede. Mesmo assim este público não comparecia aos encontros de tecnologia/internet. Senti que era preciso um evento exclusivo para que se sentissem à vontade e, a partir daí, fossem incluídas num ambiente maior de um lugar já conhecido”, diz Lucia.

Após um ano de vida, o LuluzinhaCamp, que começou com 80 participantes, tem cerca de 400 mulheres em seus grupos de discussão. Além de formar uma rede de troca de conhecimentos, networking e apoio mútuo na internet, os relacionamentos continuam no dia-a-dia offline também, em projetos e eventos. De karaokês a almoços, a troca continua fora da rede. Online, dúvidas sobre internet ou maquiagem não ficam sem resposta e acaloradas discussões sobre temas polêmicos se aprofundam.

Serviço Luluzinha Camp

30 de agosto, das 11h às 18h, na Oca Tupiniquim que fica na Rua Fradique Coutinho, 1397, Vila Madalena, São Paulo. Inscrições pelo site http://www.luluzinhacamp.com até dia 20 de agosto, com taxa de inscrição de 15,00.

Solidão

2009 Agosto 20
por Charô

Ficar sozinho também desafia as normas. Ficar “orgulhosamente só”, por escolha. Ficar sozinho mas rejeitando a pressão social para se “arranjar alguém”, rejeitando a neurose e o estigma social que geralmente acompanha quem fica sozinho.

Lido em Poly Portugal

Concordo plenamente!

Deus é poliamor?

2009 Agosto 14
por Charô

O blog Curiosity Killed the Cat pergunta se deus é poliamor.

Pã!

Teoricamente, sim. Mas ele é polinfiel.

Your dirty mind

2009 Agosto 13
por Charô

your dirty mind, upload feito originalmente por mugley.

Swing e poliamor

2009 Agosto 12
por Charô

Praticar sexo com outras pessoas não fortalece ou destrói relacionamentos. Swing é esporte. Dizer que se vai salvar o relacionamento praticando ping-pong é tão absurdo quanto dizer que o sexo (e por que não dizer relações afetivas) com outras pessoas preservaria relacionamentos. É como querer escapar para a sala quando se quer arrumar o quarto. A solução para  quarto está no quarto e não na sala!

Sexo e Poliamor

Só para deixar bem claro para quem está chegando agora: Poliamor é muito diferente de Swing. O primeiro enfatiza as relações afetivas enquanto o segundo é pautado pela separação de amor e sexo. Claro, há muitas nuances no meio da caminho, mas grosso modo é isso.

As duas práticas, ao contrário do que se pensa, são regidas por códigos de conduta cuja elasticidade é muito variada. Há ortodoxos, há liberais. Por questionarem amor, sexo e a monogamia são práticas vistas como tabu por muita gente, apesar de muito difundidas.

Tanto Poligamia quanto Swing são procurados por pessoas como ferramenta para salvar casamentos. Algumas pessoas se submetem a relacionamentos poliamorosos para não “perder” o parceiro, muitas vezes às custas da própria felicidade. Com o Swing, infelizmente é a mesma coisa.

Então qualquer informação séria sobre tais assuntos é sempre benvinda. Dia desses, foi a série Tabu (adoro!) do Natgeo que teceu um bom panorama para quem pretende praticar, até mesmo para quem já pratica o Swing. Por exemplo, foi curioso saber que a troca de casais nos EUA não é coisa de rebeldes sem causa mas sim de conservadores,  republicanos.

Porém, o programa não desmitifica a relação entre Swing e Monogamia. Faltou, ao meu ver, dizer que praticar sexo com outras pessoas não fortalece ou destrói relacionamentos. Swing é esporte. Dizer que se vai salvar o relacionamento praticando ping-pong é tão absurdo quando dizer que o sexo (e por que não dizer relações afetivas) com outras pessoas preservaria relacionamentos.

O fato é que há todo tipo de gente praticando Swing e Poliamor. Como muitos desses casais ou rede de pessoas têm um bom relacionamento, pode parecer essas são as chaves para a estabilidade afetiva, o tesouro que muitos continuam procurando sem saber que inexiste. Aquele “je ne sais pas quoi” que alguns casais tem não acontece por causa de outras pessoas. Sinto dizer.

Essa confusão se dá por que o sexo, assim como o Poliamor, é como uma lente de aumento que evidencia aquilo que as relações tem de bom e, infelizmente, de ruim. O perigo é que podem se tornar visíveis fissuras que você nem tenha percebido antes. E a culpa não é do Swing ou do Poliamor, obviamente.

É como querer escapar para a sala quando se quer arrumar o quarto. A solução para  quarto está no quarto e não na sala! Falo isso por que, na minha experiência pessoal e mesmo no programa no Natgeo, sempre vem à tona a idéia de que o Swing (e por que não dizer o Poliamor) destroem ou salvam relações. O fato é que o relacionamento já andava mal das pernas ou estava sólido antes… Mais uma vez, sinto em dizer.

A boa notícia é que essas práticas podem apimentar o relacionamento quando as partes envolvidas já tem uma boa parceria. E é uma delícia. E é pura sinceridade e crescimento pessoal… Só é preciso nunca esquecer que o Swing  e sobretudo o Poliamor não servem de blindagem contra terremotos, of course!

Sobre acordos impossíveis

2009 Julho 21
por Charô

Sophie Calle é uma artista francesa que gera polêmica por tratar sua vida como obra. Em seu último trabalho, a inspiração é um email de rompimento recebido de seu namorado, o escritor Grégoire Bouillier. Eis um trecho (para ler o texto na íntegra, visite o post anterior):

Pensei que amar você e que o seu amor — o mais benéfico que jamais tive — seriam suficientes. Pensei que assim aquietaria a angústia que me faz sempre querer buscar novos horizontes e me impede de ser tranquilo ou simplesmente feliz e ‘generoso’. Pensei que a escrita seria um remédio, que meu desassossego se dissolveria nela para encontrar você. Mas não.

Grégoire Bouillier

Resumindo, romperam por que Calle pediu que o relacionamento fosse monogâmico. Até aí, tudo normal. Acontece que a artista transformou o “fora” em obra de arte ao enviá-lo para 107 mulheres que deveriam contar como se sentiram ao ler o texto. O resultado você pode conferir no site da artista. O mais bacana é que você também pode participar da exposição, deixando sua impressão.

(…)

Eis a minha.

DIAMANTES 231

Cara Sophie,

àquela altura do campeonato Bouillier foi um mega irresponsável ao te prometer fidelidade. Mas quanta ingenuidade acreditar que a partir daquele momento você seria a única.

Porém, o rompimento de vocês menos é o que mais me interessa. Achei curioso Bouillier dizer que sente “uma espécie de angústia terrível, contra a qual não consigo fazer grande coisa, exceto seguir adiante para tentar superá-la”. Como assim? Até parece que ele não escolheu ter vários amores. Mas… É a gente que escolhe? Ou não? É doença? Precisa de remédio?

Não sei a resposta. Apenas percebo que qualquer tentativa de colocar nossos sentimentos numa ou noutra “categoria” acaba em problemas, você sabe. Por isso não consegui de bate pronto me colocar na pele do destinatário ou remetente. Mas, pensando melhor, acabei por imaginar o que me aconteceria se meu marido quebrasse sua promessa de fidelidade para comigo.

Enlouqueceria como você. Enlouqueceria como ele. Como desenhistas que precisam acreditar em acordos impossíveis para fazer uma construção maluca ficar de pé por um segundo, numa dimensão paralela. O que me faz perguntar: se ele tivesse dito que não poderia cumprir sua imposição desde o começo, seu amor por ele teria resistido? Teria valido a pena?

O que eu teria feito? Bem, isso é outra estória mas teria perguntado se as outras eram jeitosinhas. Na boa.

P.S.: esta carta é dedicada à Gabi, por sua amizade e sem segundas intenções.

Cuide-se, um email.

2009 Julho 21
por Charô

Pensei que amar você e que o seu amor — o mais benéfico que jamais tive — seriam suficientes. Pensei que assim aquietaria a angústia que me faz sempre querer buscar novos horizontes e me impede de ser tranquilo ou simplesmente feliz e ‘generoso’. Pensei que a escrita seria um remédio, que meu desassossego se dissolveria nela para encontrar você. Mas não.

Grégoire Bouillier

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Politeratura

2009 Julho 7
por Charô

O POLITERATURA é o clube de literatura da comunidade POLIAMOR. Teje convidado caro leitor! O primeiro livro é "A vida sexual de Catherine M" de Catherine Millet. A idéia é ler e se encontrar AO VIVO, em agosto, para discutir.

Catherine Millet

E nem precisa comprar o livro…

LEIA ONLINE!

1. O livro: A vida sexual de Catherine Millet
2. Catherine Millet, por Ruth de Aquino (entrevista)
3. The double life of Catherine M (entrevista)
4. Catherine Millet na FLIP

O encontro vai ser dia 15 de agosto em São Paulo.

Charô_tumblr

2009 Junho 30
por Charô

Volto logo.

Essa semana, se tudo der certo, farei a minha operação. Por isso, nos dias seguintes  estarei só no Charô_tumblr, que é pessoal. Nesse momento, não quero falar de coisas sérias, só brincar mesmo.

=)

Quem quiser ficar mais pertinho, basta seguir @acharolastra. Por que o tuiter é questionável sim, mas estou sempre lá para saber das novidades.

@beijo e até a volta!

Escalando o Appalachia

2009 Junho 27
por Charô

Escalar o Appalachia virou gíria em Inglês para descrever casos extraconjugais:

To have an extramarrital affair. Stems from the disappearance and subsequent reappearance of South Carolina Governor, Mark Sanford(R). Gov. Sanford was thought to be hiking in Appalachia. In actuality, he was having an affair in the South American country of Argentina.

Girl, I just saw Susie’s man hiking in Appalachia.

Hiking in Appalachia no Urban Dictionary

Agora só resta saber que tamanho era o Appalachia. Dã!

Pedofilia: cometa o crime, mas não deixe provas!

2009 Junho 25
por Charô

O absurdo da semana:

A Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul vai recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou ser crime pagar por sexo com menores de idade que se prostituem.

O juiz estadual absolveu os réus porque, de acordo com ele, “as prostitutas esperam o cliente na rua e já não são mais pessoas que gozam de uma boa imagem perante a sociedade”. O magistrado afirma ainda que a “prostituição é uma profissão tão antiga que é considerada no meio social apenas um desregramento moral, mas jamais uma ilegalidade penal”.

O STJ manteve essa posição e apenas condenou os dois jovens por portarem material pornográfico. Além do programa, eles aproveitaram para fazer fotos das meninas nuas.

Fonte

O culpado seria o que induz a criança à prostituição. O segundo cliente, que a mantém como prostituta, não tem nada a ver com isso. No máximo, o responsável ou proprietário do local onde se dá o aliciamento incorre em crime. Mas o buraco negro da lei, nem é o que mais assusta nessa estória toda.

Sim, por que lei no Brasil tem de ser interpretada. Muitas vezes, por uma ser que é pessimamente qualificado para o para o cargo visto que não tem a menor capacidade de se colocar na pele da vítima ou de pensar que poderia ser a filha, prima, namorada ou irmã dele.

E por que a justiça, nesse país, não se aplica a quem não goza de “boa imagem perante a sociedade”. Isso não é grande novidade, a diferença é que dessa vez o discurso é oficial e veio com a assinatura do STJ.

Mas espiral rumo ao inferno não acaba aqui. Ao declarar que o único problema foi fazer fotos do crime,  STJ está jogando na nossa cara aquilo que a sociedade está careca de saber: cometa o crime de pedofilia, mas não deixe provas!

Ou seja, essas pessoas na sala de jantar (lembra da musiquinha dos mutantes?) merecem que uma bomba caia na cabeça delas viu. Por que só piora. Só piora. Passo mal. Passo muito mal.

Paquera!

2009 Junho 23
por Charô

Quem é poliamante, e está afins de paquerar, levante a mão e clique no mouse! A comunidade Poliamor Brasil agora tem espaço de paquera:

Polipaquera

Daora!