Ontem passou na televisão Adivinha quem vem para jantar, de 1967, com Sidney Poitier. A estória é conhecida: médico negro candidato ao prêmio Nobel e gatinha branca de família influente pretendem se casar. Seus pais, mui preocupados, tentam convencê-los de que seu casamento provocará indignação e ódio e portanto, muito aborrecimento.
Porém, o problema é daqueles que se intrometem nas relações alheias. Entretanto, essa é a menor das questões. Foi esquecido o enquadramento legal das relações afetivas. E sobretudo a profusão de os argumentos que materializam o preconceito quando é impossível proibir legalmente um casamento.
E a estória se repete. Recentemente, uma branca e um negro não puderam se casar apesar de a proibição de o casamento interracial ter sido derrubada no mesmo ano do lançamento do filme. O problema é que o juiz estava preocupado com o futuro das crianças que seriam geradas pelo casal. Mais um argumento entre os zilhares que são apresentados para impedir a felicidade alheia, como explica Miguel Vale de Almeida.
Bem, o argumento é exdrúxulo mas a preocupação com possíveis crianças deveria ser uma preocupação primordial nas relações poli. Não somente sobre o aspecto emocional, por exemplo. Isso é relativamente fácil. O maior dos problemas é o aspecto legal. Como prceder, por exemplo, quando um grupo familiar se rompe e existe o futuro de uma criança envolvido?
Esse cenário foi mostrado pelo programa Casais Modernos do GNT, semana passada. Foi contada a estória do trio Hayward (Dawn, Lon e Troy) que, antes de uma separação mal resolvida, eram um quarteto. Dessa união, nasceu um filho que seria mais tarde alvo de uma disputa judicial. A guarda do menino ficou com a mãe biológica enquanto Dawn e Lon (pais afetivos) e Troy (pai biológico) tiveram de se contentar com visitas concedidas em um tribunal.
A situação é obviamente dolorida para os adultos que, na dúvida, assinaram um termo de compromisso público no qual afirmam e concordam em tomar as decisões por meio do consenso. Todas as partes devem concordar em questões como finanças, relacionamento, aspectos legais e médicos, etc.
Gostei do exemplo. Já é tão complicado ficar junto. Imagina se separar quando mais de uma pessoa está envolvida. Achei o caso tão fascinante que tive vontade de escrever sobre. Por isso voltei. Mas sem estresse. Vou postando sem compromisso.












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